O começo do ministério do jovem pastor não é nada fácil, são muitas lutas, dificuldades, momentos de aprendizagem que dependendo da decisão tomada pode custar um preço muito alto. Nem mesmo aqueles pastores que já estão há muito tempo no ministério estão livres de oposições, criticas, pontos vulneráveis, ambição e outros fatores que podem ser grandes obstáculos, mas que se bem administrados podem se tornar peças preciosas na aprendizagem e na autodisciplina pastoral.
Um homem como os demais
O jovem pastor precisa entender antes de mais nada que ele não é um super herói, mas que mesmo tendo uma formação, ele continua como os outros, de carne e osso, com sistema nervoso igual ao dos outros, com sentimentos semelhantes e, tendencioso a irar-se, chatear-se e até mesmo cair. Como os outros homens o jovem pastor também tem um ponto vulnerável e é necessário que ele mesmo descubra que ponto é esse, para que possa fortalecer-se com as armas oferecidas pela palavra de Deus para que quando vier a tentação e as armas do inferno, ele possa manter-se firme em Jesus Cristo ; estando firme em Jesus ele jamais cairá em desequilíbrio emocional, uma vez que virão muitas coisas que porão o seu sistema nervoso em risco.
Autodisciplina
O jovem pastor precisa aprender a ouvir mais do que falar, isso quer dizer que se alguém lhe critica, seja essa critica construtiva ou destrutiva, verdadeira ou falsa, justa ou injusta, a ele ou a sua família, ele precisa ter autodisciplina para tolerar essa critica. É muito comum ter em nossas igrejas pessoas que adoram criticar os outros, principalmente aquele que está a frente como líder, de preferência o pastor, e, se esse for jovem a situação é bem pior. Se o pastor usar de sabedoria poderá fazer de seus críticos grandes aliados na desenvoltura de sua autodisciplina, que por sua vez deve ser contínua. Quando vem uma critica mentirosa a dor é maior ainda, mas o jovem pastor deve lembrar-se de que Jesus mesmo disse “a verdade vos libertará” lembrando-se de que a mentira tem pernas curtas e logo aquela critica mentirosa vai cair por terra, não podendo jamais derrubar o homem de Deus.
Tenha paciência pastor, e ganhe a batalha
“O pastor que não sabe trabalhar no meio da oposição é um incompetente”, essa frase parece um tanto grosseira, mas nada é alem da verdade; dificilmente há um ministério em que não haja oposição, e se esse ministério é o de um pastor jovem então o fator é ainda mais agravante. O pastor precisa estar em constante oração, não para que Deus remova a oposição, pois isso deixaria um remanescente, nem para que Deus lhe dê outro ministério, pois Deus o colocou ali, mas sua oração deve ser para que Deus o ajude a trabalhar no meio da oposição com muita sabedoria. O jovem pastor precisa viver contente com aqueles que lhe causam oposição, com amor, paciência, mostrando que quem manda ali é o Senhor e não o homem.
Sirva à igreja por amor a Cristo
Servir a igreja sempre tem que ser por amor a Cristo e não a nós mesmos, não que o pastor não possa almejar sucesso em sua vida como pastor, é claro que pode! Mas quando essa ambição por apreciação cresce, o pastor está aproximando-se de uma indigestão emocional com resultados não muitos agradáveis para o seu sistema nervoso. Esperar elogios, reconhecimento, louvor, afasta o pastor de seu verdadeiro ideal que é servir à igreja por amor a Cristo e não por amor a si mesmo, sem contar que quando o esperado não acontece, gera dele um desequilíbrio emocional, uma frustração.
O pastor deve ser um membro do grupo que dirige
Está mais que comprovado que em todos os grupos, sejam eles denominacionais ou empresariais, a multiplicidade de responsabilidades causa um grande prejuízo, no caso da igreja é o maior demolidor do sistema emocional do ministro. Para começar a igreja tende a esperar que o pastor seja bom em tudo que faz, depois tem alguns pastores que querem mostrar que sabem e realizam tudo sozinhos, então quando se dão conta já perderam as rédeas e não conseguem mais distribuir as responsabilidades, tendo em suas mãos um trabalho árduo, pesaroso e desorganizado. O jovem pastor deve ser um membro do grupo que dirige, com funções especiais, criando um clima de amizade, respeito, tornando-se uma entidade madura caracterizada pela unidade democrática e pela mútua distribuição de responsabilidades. Se o pastor leva o ministério sozinho não suportará o seu peso; se ele dividir o trabalho com os membros fazendo com que a igreja aprenda a lutar por seus ideais, então verá o crescimento verdadeiro acontecer, na medida em que cada membro percebe a sua razão de estar ali também a serviço do rei e não somente para contemplar o serviço do pastor.
Conclusão
Quando as dificuldades vêm, o pastor deve derramar a alma perante Deus com sinceridade e humildade; lembrando que Jesus Cristo é o Senhor de cada ministério e é ele quem dá força, amor, paciência e paz a cada um, ensinando através das muitas lutas a autodisciplinar-se, vencer as batalhas, viver em paz com todos e servir a igreja por amor a Cristo.
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