segunda-feira, 20 de junho de 2011

Igreja ao gosto do seu público

IGREJA “AO GOSTO DO SEU PÚBLICO”

            A Igreja em nossos dias tem sido obrigada pelo mundo a desenvolver estratégias de marketing que agradem o público, e se isso não acontecer predomina entre alguns a idéia de que a Igreja fechará suas portas e, infelizmente isso está presente até no meio Batista.
            Temos que concordar que é agradável uma Igreja cheia, mas para se chegar a isso muitos têm escolhido pagar um preço muito alto, com um desequilibrar da liturgia, dando mais ênfase a apresentações pessoais, campanhas e muitos movimentos, deixando para isto a pregação da palavra de lado, como se fosse uma coisa secundária.
            Na verdade os cristãos deveriam procurar uma maneira de agradar as pessoas sem ter que prejudicar a liturgia dos cultos e a exposição da palavra de Deus.


A Igreja ao gosto do freguês

            Algumas Igrejas fazem de tudo para deixarem seus freqüentadores à vontade, como se eles fossem ali para serem servidos e não para servir; como se o motivo da salvação não fosse o suficiente para alcançá-los, e a Igreja tivesse então que oferecer lazer, entretenimento a fim de segurar essas pessoas ali, “comprando o produto” que essas Igrejas estão oferecendo a uma sociedade consumista. O método de marketing pode ser aplicado, desde que não retire a essência do Evangelho de Cristo e da salvação.


Evangelho agradável ou verdadeiro?

            Jesus e seu evangelho não estão inseridos no mercado e em sua estratégia, ou seja, não estão à venda. É impossível adaptar Jesus Cristo e seu evangelho a uma sociedade consumista. Fazer essa adaptação seria comprometer a verdade sobre Jesus e seu sacrifício por nós. Se o cliente sempre tem razão, então o pastor não deverá ofender os perdidos no que diz respeito aos mandamentos, apresentando-os de forma diferente, sem importância. Muitas Igrejas estão sendo afetadas pelo mal da nova tendência, enfatizando benefícios imediatos, como se o mais importante fosse a satisfação pessoal e o êxito nessa vida. Portanto a palavra de Deus nos diz em 1Co 1.18 “Porque a palavra da cruz é loucura para os que perecem; mas, para nós, que somos salvos, é o poder de Deus”. Se é o Espírito Santo que convence o homem do pecado, da justiça e do juízo, então deveríamos pregar a palavra de forma totalmente verdadeira, a fim de satisfazer o Espírito de Deus e não  o homem, porque quando a Igreja deixa a  ação do Espírito Santo de lado e procura agradar a “clientela”, ela apelará então para o lado emocional ou carnal das pessoas, enquadrando-se nos costumes da sociedade, pregando mensagens leves, terapêuticas, onde predomina o que Deus pode fazer pelas pessoas e não o que as pessoas devem fazer para Deus.
           

A palavra de Deus como um leite aguado

            Uma boa parte dos freqüentadores das “igrejas ao gosto do freguês” dizem ser cristãos, mas estão sendo alimentados por uma dieta biblicamente anêmica, outrora elaborada para não-cristãos, recebendo leite aguado, falatórios inúteis e profanos; essas igrejas podem até crescer em número, mas não espiritualmente. Nunca haverá ali oportunidade dos crentes amadurecem e aprenderem realmente a palavra a fim de ensinar outros.
            Tempo, energia e dinheiro são gastos nas “igrejas ao gosto do  freguês” a fim de acomodar os “desigrejados”, oferecem também  uma refeição diluída e requentada e ao invés de se reunirem para estudar a Bíblia, estudam algum outro livro, para discutirem determinados assuntos que lhe causam interesse.
           
           
Titanic espiritual

            O Texto em Ap. 3.17 é claro ao dizer “Como dizes: Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta; e não sabes que és um desgraçado, e miserável, e pobre, e cego, e nu”. Jesus termina ficando de fora dessas Igrejas que buscam muitas atrações, mesmo assim Jesus continua aconselhando através de sua palavra, a única regra de fé e prática que faz com que vidas vivam conforme a vontade de Cristo Jesus.
            Os pastores das “igrejas ao gosto do freguês” e todos os que os acompanham estão prestes a afundar num grande Titanic espiritual.


Uma solução para o uso de marketing nas Igrejas

            Depois Das idéias que foram expostas no artigo de T.A. McMahon, podemos concluir que as estratégias de marketing podem ser importantes na divulgação do Evangelho, desde que sejam observados alguns critérios. Podemos utilizar o rádio, internet, televisão e outros para transmitir a mensagem de Cristo ao mundo, porém sem jamais deixar de expressar as verdades contidas na palavra de Deus de forma genuína.
            A Igreja e o pastor não devem se moldar ao mundo a fim de serem mais aceitos por ele, antes devem observar bem o que a Bíblia diz em Ro 12.2 “E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus”.
            Usar e abusar do marketing pode levar a igreja a estradas e rumos perigosos, melhor será agir com equilíbrio, seguindo os princípios bíblicos, de forma verdadeira, honesta e íntegra tendo como missão comunicar e levar o evangelho a todos os povos, sabendo usufruir das tecnologias que estão a nossa disposição.
            A sede das pessoas é apenas daquilo que satisfaz fisicamente, mas principalmente do que satisfaz espiritualmente; essa sede só será saciada se a pessoa encontrar num líder um discurso bíblico e aprofundado.

(Um resumo do texto “igreja ao gosto do seu público” de Rogério Ferreira de Araújo, publicado na revista administração eclesiástica Abr.Maio.jun.2011, p.9-12)

Nenhum comentário:

Postar um comentário

CRIANÇAS E OS FRUTOS DO ESPÍRITO

O Espírito de Deus e a natureza humana 16Quero dizer a vocês o seguinte: deixem que o Espírito de Deus dirija a vida de vocês e não obedeç...